Sustoterapia


24/11/2007


De você e mais ninguém!

Quantas vezes, nos vemos cercados por acontecimentos fora de nosso controle que nos tiram as energias e nos dão a sensação de que nada pode ser feito? Quantas vezes, nossa falta de vontade ou de capacidade, nos fecha portas que nos fazem sentirmos impotentes diante do mundo e até mesmo de nossas vidas?

 

Qual é o limite do sustentável? Quanto sofrimento e dor podemos agüentar antes de a corda da vida arrebentar e nos levar para um mundo de fúria e ira?

 

A todo instante, vemos coisas que parecem não ser naturais, ou até mesmo, que não deveriam acontecer? Quantas vezes, nosso coração não dói ao ver uma criança nas ruas e nós de mãos atadas sem nada poder fazer?

 

O mundo não nos dá somente provas pessoais; ele insere no contexto muito mais do que isso. Meios de nos fazer pensar em conjunto, meios de nos fazer acordar para a nossa própria vida. Afinal, se alguém está em situação pior do que a nossa, somente poderemos enxergar se isso nos passar em frente aos olhos. E mesmo assim, muitos de nós fecham os olhos para não enxergar o que não lhes agrada.

 

O sofrimento, faz parte da alma humana. Estamos aqui para aprender, para crescer, para ajudar outros. Mas, quem disse que somos sempre onipotentes e onipresentes? O que podemos fazer com aquilo que nos foge ao controle?

 

Somos dominados pelo sentimento de inanição; marcados pelo que, no momento não conseguimos transpor. Nossa força de vontade é a alavanca para conseguir ultrapassar barreiras, mas isso não quer dizer que ela nunca falte.

 

O controle supremo de nossas vontades, não está nas nossas mãos, depende do meio, depende de nós, depende de um conjunto de coisas que nenhum de nós pode sequer imaginar.

 

Ok! Isso não é motivo para ficarmos de braços cruzados e nada fazer, mas é um jeito, muito peculiar, de nos fazer enxergar aquilo que não queremos. Se vemos uma criança sofrendo, com fome, com frio ou suja, pensamos imediatamente que o mundo é injusto, mas não pensamos que somos extremamente afortunados por ter nossas casas, nossas roupas, comida para comermos e até amigos que nos ajudam, seja com apoio moral ou material.

 

O primeiro passo para se conscientizar quanto as nossas obrigações, é olhar para nós mesmos. Sentir o que realmente precisamos, o que realmente sentimos e o que podemos fazer. Não adianta sair por ai ajudando a todos se nós mesmos não estamos realmente preparados. Porisso, antes mesmo de ajudar alguém, ajude-se a si mesmo. Olhe no espelho e veja-se como um ser que necessita de tudo: carinho, atenção, bens materiais e principalmente, discernimento. Fazendo isso, conseguiremos dar o primeiro passo para nos tornarmos cidadãos melhores e ajudar aos mais necessitados.

 

A dor, ás vezes, constrói, porisso, não é digno de ninguém, privar o outro de suas provas, mas podemos tentar dar uma mãozinha amiga, sempre que necessário.

 

Existe um ditado que diz: “Ajuda-te, que o céu te ajudará!”. Então faça a sua parte. Seja um Deus para si, que poderás ser uma mão amiga para outros.

Escrito por va_greywolf às 18h49
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