Qual é a medida do suportável? Até onde podemos ir sem extrapolar todos os nossos limites? O que podemos fazer, sem, com isso, ofender aqueles que amamos?
Perguntas difíceis que nem sempre tem respostas. Respostas insólitas que nos mostram que nem sempre, pensar nos outros é a melhor solução.
As vezes, nos pegamos tentando mediar aquilo que sabemos que não tem como ser mediado, forçamos a barra, mesmo sabendo que isso pode nos fazer mal. Por que fazemos tais coisas? Será que não pensamos que estamos imunes a direção contrária? Que podemos estar sendo, simplesmente suportados, vistos como pobres coitados ou coisas do gênero.
Ninguém gosta da posição de vítima, mas, freqüentemente, colocamos outros nessa posição. É certo que, muitas vezes, com olhos diferentes dos que estão dentro da situação, podemos ver as coisas mais claramente, mas quem disse que isso é viável?
A vida ensina de muitas maneiras, nem sempre, aquela que nos é concedida, o é também a outras. Isso depende do que cada um tem de enfrentar e do que pode suportar. Não é missão de ninguém intervir no aprendizado de quem quer que seja, mesmo que amemos muito essa pessoa.
Temos de aprender que, mesmo que estejamos com a intenção de ajudar, podemos estar interferindo em alguma coisa que não nos cabe. Proibindo alguém de aprender aquilo que deveria ser uma bela lição mas que, graças a nossa interferência, será somente um outro fato que será, com toda a certeza, facilmente esquecido e provavelmente, repetido.
Somos todos crianças na linha de evolução; uns mais evoluídos, outros menos, mas nem porisso mais ou menos fortes o suficiente para agüentarmos o tranco. Devemos deixar de sermos orgulhosos e saber a hora de retroceder e deixar outros fazerem as coisas por nós, ou até mesmo, por si mesmos.
Nem sempre proteger, quer dizer cuidar bem. Ninguém cresce sem enfrentar problemas. Claro que nem sempre a inércia é boa, mas antes de tentarmos atravessar o caminho de outras pessoas, devemos deixá-los tentar aprender por seus próprios esforços.
Assim como a criança, que primeiro tenta algo para depois procurar a ajuda dos pais, se não encontram a solução ou até mesmo os velhos esclerosados, que tentam e depois deixam o barco à deriva para que os mais novos consigam aquilo que eles próprios não conseguem; todos devemos primeiro tentar, para depois de fracassos, pedir ajuda.
É assim que crescemos, e é assim que deixamos outros crescer. Então, antes de tentar ajudar alguém, pense se o que este passa, não é algo a ser passado por ele na linha evolucionária. Aprenda com os erros, mas deixe que outros o façam também! Proteger não é privar os outros de viver suas próprias vidas!

Leia este blog no seu celular