Sustoterapia


24/05/2007


Revolução dos fracos - 2ª parte

Não desmereço os sentimentos avassaladores que nos acometem por vezes. Essas paixões desenfreadas, se bem empregadas, podem nos levar muito longe ou até onde queremos; mas nunca, devemos tirar os pés do chão, porque no momento em que fazemos isso, perdemos nossa estabilidade, perdemos aquilo que nos mantém vivos.

 

Paixão não combina com insanidade. Leva tempo para aprendermos. Precisamos cair inúmeras vezes, para enfim, entendermos porque caímos das primeiras vezes.

 

Não é bancando a fortaleza humana e nem mesmo sendo o coitadinho da história, que se vai crescer. Seja o que for que você tenha de enfrentar, enfrente de queixo erguido, procure o apoio daqueles que lhe são caros, mas não se escore em suas opiniões. Opiniões foram feitas para serem dadas e mostradas, mas só nós sabemos o que é realmente “aproveitável” em nossas vidas. Só nós temos o limiar para o que nos é suportável e aceitar cegamente o que outros dizem, só porque passaram por tal coisa ou porque estão vendo de fora, não é uma atitude de alguém que quer crescer.

 

Se você se acha tão frágil a ponto de não agüentar o sofrimento, é porque já está morto e não percebeu ainda. Estamos aqui para aprender. E aprendizado requer todas as etapas completas.

 

Um bebê, não nasce andando e falando. Em primeira instância ele apenas balbucia e é totalmente dependente da mãe. Mas não porque ainda não tem consciência, mas sim porque seu frágil corpo, não lhe permite sair do ventre da mãe cantando e dançando tango.

 

Primeiro ele precisa aprender com a dependência da mãe, para depois começar a dar seus primeiros passos, seus primeiros movimentos como ser humano independente que é.

 

Por que nós, adultos somos diferentes deles? Cada nova experiência é um novo nascimento. E como tal, precisamos passar pela fase de dependência, para só depois, nos mostrarmos prontos para enfrentar o mundo.

 

Dá medo esse desconhecido? Claro que dá, mas todos temos dentro de nós o poder para enfrentar qualquer coisa. Podemos até nos achar frágeis, mas será que em alguma circunstância específica, você não se mostra mais forte?

 

Gaste um tempo para olhar para si... não como os olhos piedosos e condescendentes, mas com olhos críticos. Gaste pelo menos cinco minutos do seu dia pensando no que você realmente consegue fazer bem. E, entenda, que se você teve forças para se superar e se sobressair em alguma coisa, é só encontrar o incentivo certo para que todos os aspectos de sua vida sejam como esse.

 

Não estou pedindo para que todos se matem para atingir um limite de perfeição que, na realidade, não existe. Simplesmente o que quero demonstrar com esse texto, é que todos temos a capacidade de enfrentar qualquer coisa dentro de nós mesmos; e não é bancando a vítima que a solução aparecerá diante de nós.

 

A vida não premia os fracos, mas também, esse não é o motivo para se sair encarando todos e tudo como se você estivesse em uma batalha. Aprenda a pensar por si, seguir conselhos somente se estes forem viáveis para você e principalmente, não se mostre uma fortaleza, porque isso só fará com que outras pessoas despejem sempre seus problemas em cima de você, aumentando suas preocupações e causando um efeito bola de neve, que mais dia ou menos dia, irá com toda a certeza, exaurir todas as suas forças.

 

Seja você, nem frágil e nem forte. Alguém capaz de ajudar, mas também, completamente disposto a aprender, seja com erros ou com acertos, e por que não? em certos momentos, se esqueça dos seus problemas e dos problemas dos outros. Tire um tempo para se divertir. Não adianta ficar lidando com problemas 24 horas por dia, porque isso só criará uma bomba relógio pronta para explodir à menor fagulha.

Escrito por va_greywolf às 20h39
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