Certas vezes nosso cérebro nos prega peças. “Anda” mais rápido do que podemos sequer imaginar; olha adiante, sem que percebamos. E nos faz pensar que todos podem seguir essa nossa “linha de raciocínio” da mesma forma que, para nós, seria uma coisa natural, que segue o ritmo, ou melhor o caminho, da lógica.
Mas a verdade é bem outra... O que passa em nossas cabeças é inerente somente à nós. A verdade mesmo, é que, se não tomarmos cuidado com esse nosso ritmo interno, damos parâmetros à outros, para que estes entendam o que bem quiserem de nossos atos e palavras.
Mas, o que fazer numa situação dessas?
Talvez, ser claros e objetivos o bastante para não dar margens a interpretações errôneas. Talvez, tratar aos outros como “crianças”, de certa forma, não como seres inúteis e sem compreensão, mas sim, pessoas que não são obrigadas a pensar como nós, pessoas que, ao contrário disso, podem tentar chegar aos mesmos ou até, outros resultados, pelo simples fato de terem pontos de vista e linhas de raciocínio diferentes das nossas e, principalmente, por não sermos claros o bastante.
Nesse ponto, vem uma ligação com o sentimento de culpa. Somos culpados, sim, pela imagem que passamos aos outros. Se os outros nos tratam como inúteis, loucos, sensatos ou simplesmente desconexos... foi porque, em determinado momento, ou até mesmo sempre, passamos essa imagem para aqueles com quem convivemos. Portanto, é nossa culpa, a imagem que os outros fazem de nós.
A lógica nos diz que devemos ser coerentes em tudo. Mas, será que a vida é, realmente lógica e coerente? Ela não vive nos pregando peças, o tempo inteiro? Faz “aparecer” coisas, onde não havia absolutamente nada.
Mas como essas coisas aparecem lá?
Na minha humilde opinião (aliás... sempre tem uma humilde opinião aqui né??), nós somos responsáveis pelo que vem a nós... Nada aparece do nada... É só você puxar uma conexão. Não é difícil! Tente! Veja se uma atitude inesperada de alguém, não foi desencadeada exatamente, por uma ação ou palavra sua, dita ou não dita, feita ou não feita. Será que, ao lidar com esta, você não poderia ser mais claro? Sra que, com a sua atitude, você não abriu portas, que, às vezes, gostaria que estivessem fechadas?
Pois é... a vida é dura e, se somos responsáveis pelos nossos atos... quem dirá o contrário sobre nossas palavras?
Não adianta sermos gênios para nós mesmos e enfrente aos outros agirmos como retardados. Assim como não adianta tentarmos passar nossa linha de raciocínio, como se os outros pudessem seguí-la facilmente.
Cada pessoa um pensamento! Esse vai ser o meu lema de hoje em diante. Clareza e limpidez não fazem mal a ninguém, e, principalmente, nos privam de situações que gostaríamos muitíssimo que fossem, realmente, excluídas de nossas vidas ou ate mesmo, ser ter passado por ela...
Não adianta tentar entender aos outros se você não se entende. O primeiro passo é o auto-conhecimento. Acorde! Se conheça e abra os olhos para a imagem que passa para os outros... E, principalmente... tome cuidado com o que fala, pois palavra dita, o vento sopra e não volta mais!

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