Sustoterapia


02/12/2007


Bater ou correr?

Em u mundo de terríveis batalhas, onde os perdedores são severamente punidos, nos vemos diante de um dilema: Até onde podemos ir para conquistar nossas próprias vitórias?

 

O mundo nos ensina pela lei do mais forte; a vida nos mostra que nem sempre os mais fortes são realmente os vencedores e que certas vezes, não há nem mesmo vencedores.

 

Existem pessoas que na ânsia da busca pelo poder e glória, não se incomodam em pisar em alguns pescoços. Seria esse, realmente o verdadeiro jeito de subir na vida? Onde estão valores como a humildade, a humanidade, a caridade e o respeito ao próximo?

 

Talvez esses estejam escondidos em algum lugar somente esperando a poeira baixar para reaparecerem, ou então estão incutidos dentro de poucos indivíduos que, por se acharem diferentes, se escondem do mundo, fazendo-nos pensar que eles não mais existem.

 

O que vale a pena lembrar e, realmente pensar a respeito, é o fato de que não importa quem esteja em nosso caminho, este ou estes são sempre indivíduos buscando o seu próprio caminho: e esse caminho feliz ou infelizmente cruzou com o nosso. Mas isso não quer dizer que tenhamos que derrubar este para podermos continuar nosso caminho. Quem sabe não seja este um instrumento ou até mesmo uma companhia para fazer nosso caminho mais agradável?

 

Pessoas vem e vão de nossas vidas com diferentes intuitos e com as mais variadas funções. Alguns vem somente por um tempo, enquanto que outros vem para uma vida inteira, mas, com certeza, todos vem por uma finalidade e não cabe a nós julgar as ações de outros. Cada um é seu próprio juiz. Mas que juiz seria esse, se permitisse uma desumanidade?

 

Portanto, antes de pisar em alguns pescoços, lembre-se que você poderá estar no caminho de alguém, algum dia e este poderá não usar de misericórdia ou bondade, assim como você pode estar fazendo para galgar os degraus de sua evolução.

 

Antes de qualquer atitude, pense em qual seria sua reação na situação inversa, recebendo o que você faria... E só então o faça. Respeito e bondade são dádivas que todos tem, mas poucos as usam.

Escrito por va_greywolf às 22h50
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24/11/2007


De você e mais ninguém!

Quantas vezes, nos vemos cercados por acontecimentos fora de nosso controle que nos tiram as energias e nos dão a sensação de que nada pode ser feito? Quantas vezes, nossa falta de vontade ou de capacidade, nos fecha portas que nos fazem sentirmos impotentes diante do mundo e até mesmo de nossas vidas?

 

Qual é o limite do sustentável? Quanto sofrimento e dor podemos agüentar antes de a corda da vida arrebentar e nos levar para um mundo de fúria e ira?

 

A todo instante, vemos coisas que parecem não ser naturais, ou até mesmo, que não deveriam acontecer? Quantas vezes, nosso coração não dói ao ver uma criança nas ruas e nós de mãos atadas sem nada poder fazer?

 

O mundo não nos dá somente provas pessoais; ele insere no contexto muito mais do que isso. Meios de nos fazer pensar em conjunto, meios de nos fazer acordar para a nossa própria vida. Afinal, se alguém está em situação pior do que a nossa, somente poderemos enxergar se isso nos passar em frente aos olhos. E mesmo assim, muitos de nós fecham os olhos para não enxergar o que não lhes agrada.

 

O sofrimento, faz parte da alma humana. Estamos aqui para aprender, para crescer, para ajudar outros. Mas, quem disse que somos sempre onipotentes e onipresentes? O que podemos fazer com aquilo que nos foge ao controle?

 

Somos dominados pelo sentimento de inanição; marcados pelo que, no momento não conseguimos transpor. Nossa força de vontade é a alavanca para conseguir ultrapassar barreiras, mas isso não quer dizer que ela nunca falte.

 

O controle supremo de nossas vontades, não está nas nossas mãos, depende do meio, depende de nós, depende de um conjunto de coisas que nenhum de nós pode sequer imaginar.

 

Ok! Isso não é motivo para ficarmos de braços cruzados e nada fazer, mas é um jeito, muito peculiar, de nos fazer enxergar aquilo que não queremos. Se vemos uma criança sofrendo, com fome, com frio ou suja, pensamos imediatamente que o mundo é injusto, mas não pensamos que somos extremamente afortunados por ter nossas casas, nossas roupas, comida para comermos e até amigos que nos ajudam, seja com apoio moral ou material.

 

O primeiro passo para se conscientizar quanto as nossas obrigações, é olhar para nós mesmos. Sentir o que realmente precisamos, o que realmente sentimos e o que podemos fazer. Não adianta sair por ai ajudando a todos se nós mesmos não estamos realmente preparados. Porisso, antes mesmo de ajudar alguém, ajude-se a si mesmo. Olhe no espelho e veja-se como um ser que necessita de tudo: carinho, atenção, bens materiais e principalmente, discernimento. Fazendo isso, conseguiremos dar o primeiro passo para nos tornarmos cidadãos melhores e ajudar aos mais necessitados.

 

A dor, ás vezes, constrói, porisso, não é digno de ninguém, privar o outro de suas provas, mas podemos tentar dar uma mãozinha amiga, sempre que necessário.

 

Existe um ditado que diz: “Ajuda-te, que o céu te ajudará!”. Então faça a sua parte. Seja um Deus para si, que poderás ser uma mão amiga para outros.

Escrito por va_greywolf às 18h49
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03/11/2007


Proteger ou deixar viver?

Qual é a medida do suportável? Até onde podemos ir sem extrapolar todos os nossos limites? O que podemos fazer, sem, com isso, ofender aqueles que amamos?

 

Perguntas difíceis que nem sempre tem respostas. Respostas insólitas que nos mostram que nem sempre, pensar nos outros é a melhor solução.

 

As vezes, nos pegamos tentando mediar aquilo que sabemos que não tem como ser mediado, forçamos a barra, mesmo sabendo que isso pode nos fazer mal. Por que fazemos tais coisas? Será que não pensamos que estamos imunes a direção contrária? Que podemos estar sendo, simplesmente suportados, vistos como pobres coitados ou coisas do gênero.

 

Ninguém gosta da posição de vítima, mas, freqüentemente, colocamos outros nessa posição. É certo que, muitas vezes, com olhos diferentes dos que estão dentro da situação, podemos ver as coisas mais claramente, mas quem disse que isso é viável?

 

A vida ensina de muitas maneiras, nem sempre, aquela que nos é concedida, o é também a outras. Isso depende do que cada um tem de enfrentar e do que pode suportar. Não é missão de ninguém intervir no aprendizado de quem quer que seja, mesmo que amemos muito essa pessoa.

 

Temos de aprender que, mesmo que estejamos com a intenção de ajudar, podemos estar interferindo em alguma coisa que não nos cabe. Proibindo alguém de aprender aquilo que deveria ser uma bela lição mas que, graças a nossa interferência, será somente um outro fato que será, com toda a certeza, facilmente esquecido e provavelmente, repetido.

 

Somos todos crianças na linha de evolução; uns mais evoluídos, outros menos, mas nem porisso mais ou menos fortes o suficiente para agüentarmos o tranco. Devemos deixar de sermos orgulhosos e saber a hora de retroceder e deixar outros fazerem as coisas por nós, ou até mesmo, por si mesmos.

 

Nem sempre proteger, quer dizer cuidar bem. Ninguém cresce sem enfrentar problemas. Claro que nem sempre a inércia é boa, mas antes de tentarmos atravessar o caminho de outras pessoas, devemos deixá-los tentar aprender por seus próprios esforços.

 

Assim como a criança, que primeiro tenta algo para depois procurar a ajuda dos pais, se não encontram a solução ou até mesmo os velhos esclerosados, que tentam e depois deixam o barco à deriva para que os mais novos consigam aquilo que eles próprios não conseguem; todos devemos primeiro tentar, para depois de fracassos, pedir ajuda.

 

É assim que crescemos, e é assim que deixamos outros crescer. Então, antes de tentar ajudar alguém, pense se o que este passa, não é algo a ser passado por ele na linha evolucionária. Aprenda com os erros, mas deixe que outros o façam também! Proteger não é privar os outros de viver suas próprias vidas!

Escrito por va_greywolf às 12h36
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19/07/2007


Tormenta

Como podemos ser sinceros se sabemos que a verdade ofende a quem amamos? Como nos fazer entendidos, se formamos uma barreira a toda e qualquer intervenção externa?

 

Nossa vida é cheia de decisões. Caminhos certos e errados. As vezes, tomamos determinadas decisões que simplesmente fica impossível voltar atrás, mesmo que assim o queiramos.

 

Como saber o que deve ser relevado e o que deve ser levado em conta é uma receita que nenhum de nós controla ainda.

 

As vezes, nos apoiamos nos amigos para nos mantermos em solo firme. Mas nem sempre esses amigos, representam o tão desejado solo firme.

 

Podem me perguntar por que e eu vou lhes responder: Porque esses amigos também tem decisões a tomar e não é porque você se apóia neles que suas atitudes vão mudar. A vida segue o seu caminho com ou sem o nosso consentimento. Todos devemos seguir a correnteza e não é nos apoiando nos demais que vamos conseguir trilhar o caminho seguramente.

 

Amigos sim, escoras não! Tome suas próprias decisões, não importando a quem isso fira. As vezes, uma dose de egoísmo faz muito bem! Não precisamos ser bons samaritanos 24 horas por dia, e quem não entender isso, não merece a nossa confiança e muito menos o nosso carinho!

 

Amigos sinceros nos entendem sem que precisemos dizer uma palavra. São como nossos espelhos e sabem nossos atos, muitas vezes, antes mesmo que as façamos. Mas essa cumplicidade só faz nossa voz calar em momentos que sabemos que podem os magoar. Seria isso realmente bom para nossa evolução? Eu acho que não!

Escrito por va_greywolf às 20h45
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06/07/2007


Portas e janelas????

Dizem que quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. O mais engraçado é que eu não acredito que o “paraíso” ou o céu tenha portas, muito menos janelas!

 

Que raio de analogia seria essa então?

 

Talvez, se abstermo-nos do sentido figurado dessa expressão, consigamos ver o que ela insere dentro de si. Realmente, as vezes, acontecem coisas conosco que nos deixam parecendo que existe alguém ou alguma coisa que não quer que consigamos ser felizes.

 

Mas a verdade é bem outra. A partir de uma “porta fechada”, entramos em uma espécie de círculo vicioso, que inclui a ira, a negação, a piedade, a tristeza, para somente depois de tudo isso, vir a aceitação e, conseqüentemente, a possibilidade de enxergar outras coisas além disso e principalmente, o lado bom do que nos aconteceu.

 

Nem sempre é fácil ver o lado bom de alguma coisa. Como humanos que somos, sempre tendemos a enxergar o lado ruim, ou até mesmo, a esperar que Deus, coloque tudo em nossas mãos para que sejamos felizes.

 

O mais engraçado é que ninguém disse que estamos aqui para sermos felizes. E mesmo que houvessem dito. Por que uns estariam sempre a beira de um abismo e outros em um estado de devaneio total, sempre conseguindo o que querem?

 

A vida é uma lição. Estamos aqui para aprendermos, evoluirmos. De que adiantaria que tudo nos caísse de mãos beijadas para nós? O que aprenderíamos com isso? Talvez que somos seres onipotentes e que devemos ter nossas vontades sempre realizadas.

 

As portas fechadas, nos mostram exatamente o que devemos ver. Que não somos perfeitos. Se não conseguimos passar pelos limites dessa porta nesse momento, é porque não estamos preparados ainda. E, é exatamente por não estarmos preparados, que temos outras chances, ou se preferirem, outras janelas para conseguir aquilo que necessitamos ou queremos.

 

Ao longo do tempo, venho constatando uma coisa muito séria. Muito do que eu digo aqui, é muito bonito na teoria. Faz um sentido imenso para alguns, enquanto para outros, é completa loucura, ou uma terapia do susto. Afinal, até no inacreditável se encontram lições.

 

Realmente! A teoria é muito mais fácil do que a vida. Na vida, temos fatores que nem sempre podemos contar ou prever. Mas se não enfrentarmos situações na vida real da mesma maneira como enfrentamos no papel, como é que vamos crescer?

 

É difícil? Com toda a certeza é. Mas o simples fato de estarmos vivos, já é uma imensa vitória. Por que não nos esforçarmos para conseguir enxergar as janelas abertas, ao contrário de ficarmos nos lamentando pela porta fechada?

 

Grandes poetas e escritores, tiveram em suas vidas a inspiração para escrever e assim, passaram suas experiências através de ficção ou de contos. Pode não ser a maneira mais concreta, afinal, lirismo e magia, convencem o coração, mas fazem o terror da razão. Mas, será que todos esses grandes mestres estão errados?

 

Mesmo que seja difícil, coloque em prática o que vê, lê ou fala! O primeiro passo é sempre o mais difícil, mas você verá que, a partir do momento em que deixar de esmurrar a porta e procurar as janelas, sua vida ficará muito mais fácil.

Escrito por va_greywolf às 16h58
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30/06/2007


Adeus!

Como é dificil dizer adeus!

 

Talvez seja o fato de aceitar que não podemos mais ter aquilo que nos é tão caro. Talvez seja a constatação de nossa impotência diante de certas coisas. Talvez seja só o nosso orgulho ferido, dizendo que de alguma maneira, perdemos alguma batalha.

 

De um jeito ou de outro, é um fim. O fim de um estágio. O fim de alguma coisa que pode não estar funcionando mais. O fim de algo que poderia nos prejudicar se continuasse.

 

Mas também é um recomeço, algo que devemos encarar. O inevitável. Aquilo do qual todos fugimos, mas está sempre ali, para nos mostrar que não somos onipresentes, oniscientes ou coisas do gênero.

 

É difícil abrir mão de alguma coisa que realmente gostamos, seja ela um amor, uma amizade, ou simplesmente, algo que nos habituamos a ter do lado. O ser humano não está apto a mudanças, e enfrentá-las de cabeça erguida, é uma tremenda batalha que poucos conseguem sair ilesos.

 

O ciúmes corroe. A dor nos tira a razão, entorpece, nos cega. Somos humanos, frágeis e completamente sujeitos a frustrações. Mas também somos fortes. Não passamos por aquilo que realmente não agüentamos.

 

A dor pode permanecer por algum tempo. O ciúmes pode nos tirar do eixo por bastante tempo. A sensação de fracasso pode nos tirar o juízo. Mas somos humanos. Temos o poder de levantar e recomeçar.

 

As vezes, é mais fácil negar. Negar fatos que não queremos que sejam reais. Mas a vida não se preocupa com o que nós realmente queremos. Ela está lá. Pronta! Ativa! Cheia de surpresas! Cabe a nós, nos adaptarmos. Erguer a cabeça e dizer: “Ok! Se isso não funciona, vou tentar outra coisa!”

 

Não vou mentir! É realmente uma batalha. Tira a sanidade, tira a razão, fere onde somos mais frágeis! Mas... como tudo na vida... é passageiro.

 

Então, a lógica nos diz que devemos enfrentar tudo. Seja bom ou ruim. E, por sermos humanos, é exatamente isso que nós faremos, mais dia ou menos dia.

 

Se algo está lhe machucando hoje, olhe pelo lado bom. É uma fase! E vai passar, como um rio que está em constante movimento... vai passar! É só esperar o momento certo e agüentar o que se deve, porque fugir, só faz o problema maior do que ele realmente é.

 

Porisso... Erga a cabeça e diga: “Eu sou capaz de enfrentar isso!” Você já está no caminho certo, e irá conseguir superar isso mais rapidamente. Se não consegue sozinho, olhe para o lado. Tem sempre alguém que pode lhe dar o apoio que você necessita. Mesmo que seja uma bronca bem dada.

Escrito por va_greywolf às 21h50
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16/06/2007


Ódio justificado??????

Sabe quando a vida insiste em nos dizer algo e nós insistimos em não ouvir?

 

É, as vezes podem nos chamar de crianças por não querer enfrentar algo que nos faz realmente mal. Todos acham que temos de ser fortes para suportar todas as provas que a vida nos provem.

 

Mas, o que seria dos fracos se o mundo fosse somente dos fortes? Por que devemos ser sempre bem sucedidos, compreensivos, humildes? Será que não podemos ser egoístas uma vez sequer e nos fecharmos no nosso mundinho, para que nada que nos afete possa nos atingir?

 

As vezes, precisamos de um tempo. Um momento, um simples segundo perto da eternidade, mas que nos dará condições de suportar todo o resto.

 

Não devemos  nos prender a sentimentos nostálgicos, nem mesmo a tristeza exacerbada, mas... por que, diabos, não podemos ter momentos de tristeza? Por que não podemos odiar aqueles que nos feriram de algum modo?

 

Realmente, Cristo disse que devemos oferecer a outra face aquele que nos bate na primeira... Sinceramente, não sei se todos pensam como eu, mas, eu não sou Cristo, não sou perfeita, e tenho imensa dificuldade em perdoar. Pode ser um erro. Posso até pagar muito caro porisso mas, eu prefiro curtir essa “maldade” ao intenso, para depois não me arrepender de não ter vivido algo, mesmo que ruim.

 

Não somos maus por sermos maus com alguém... Somos maus por não aproveitar as oportunidades que a vida nos dá para aprendermos algo. E não é só na bondade que existem lições. Mesmo que de uma maneira torpe, tudo nos dá uma lição que deve ser aprendida com esmero.

 

A maldade dói. Corroe a alma, fere o orgulho e até o coração, mas também nos faz mais fortes. Não a maldade impensada, aquela que atinge a inocentes. Mas uma maldade direcionada, se é que se pode chamar alguma maldade de direcionada.

 

Não podemos ser totalmente bons, ou totalmente maus, já que tudo que é em excesso, vicia e massacra o ser internamente.

 

As religiões desde a antiguidade, pregam a bondade acima de tudo. Não tiro-lhes a razão. Você consegue muita coisa com a bondade. Mas, convenhamos... Qual é a primeira atitude de alguém, quando é atingido por uma mentira ou por alguma coisa realmente ruim?

 

Sou humana, passível de erros e confirmo que eu mesma tenho como primeira reação, o ódio. O ódio daqueles que se tornaram veículo desse “aprendizado”, o ódio de não ter previsto e evitado isso, o ódio da vida, por ter-me feito passar por isso. Mas, após isso, eu posso ver que, por trás de tanto negrume, existe uma luz. Alguma coisa que me faz perceber que, mesmo com toda essa revolta, eu posso ter aprendido alguma coisa.

 

Talvez não do jeito que eu queria, mas, de certa maneira aprendi. E se tudo se passou do jeito que se passou, foi porque eu tinha de aprender da maneira mais difícil e dolorosa por não ter conseguido aprender da maneira mais fácil.

 

Portanto, quando forem atingidos por algo ruim, deixem o sentimento extravasar. Não sufoquem o que está dentro de vocês, pois isso fará muito mais mal do que bem. Mas façam isso no tempo certo, com a duração certa. Não adianta remoer o passado. Ele já passou. Viva o futuro e de cabeça erguida, pois já aprendeu muitas lições.

 

P.S.: Sorry pelo texto extremamente pessimista hoje, mas, eu também precisava extravasar algumas coisas “ruins”. Espero que pelo menos, tenha sido útil para alguém que esteja guardando muita “maldade” dentro de si.

Escrito por va_greywolf às 18h39
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07/06/2007


O vôo do pássaro!

Desde que nascemos fazemos escolhas. Umas mais importantes e outras menos. Somos colocados à prova em todos os nossos momentos seja sobre nossa impulsividade, poder de decisão, perseverança, inteligência, resistência.

 

Não importa como ou quando; somos culpados pelas decisões que tomamos.

 

Se enfrentamos bem ou mal, com ou sem ajuda... isso, na realidade não importa. O que realmente importa é que consigamos dar um passo a frente.

 

As vezes, essa evolução, implica em alguns passos atrás. Mas quem neste mundo é tão perfeito ao ponto de não errar?

 

A verdade é que mesmo nossos erros mais crassos, nos dão lições importantes. Humildade, resignação, paciência, muitas vezes vem com esses erros

 

Somos culpados pelo que somos e fazemos. Não importa quanto a sociedade nos empurre a algo. Se não dermos o impulso ninguém vai nos fazer realizar algo bom ou mal.

 

Dizem que a sociedade inventa o crime e é o criminoso quem o comete. Isso já nos mostra o quão culpados somos. A sociedade pode criar, mas o criminoso tem o livre arbítrio de realizá-lo ou não.

 

É verdade que as vezes, é difícil remar contra a maré! Mas quem disse que viver é fácil? Quem disse que uma vida plena é só feita de momentos felizes? O que seria desses momentos felizes se não tivéssemos os tristes para compararmos e nos fazer crescer ou mudar aquilo que nos magoa ou fere a quem amamos?

 

A vida não é fácil! É cheia de angústias, desesperos, decepções, mas nunca é um fracasso completo.

 

Você se sente fracassado? Sem ânimo para realizar algo diferente? Que tal tentar começar enxergando o bem dentro de si mesmo? Exaltando aquilo que lhe é mais peculiar? Pode até não ser uma grande coisa, mas é um ponto de partida, e a partir desse ponto, você pode tentar encontrar coragem para novos desafios.

 

Toda vez que fracassar, poderá olhar para si e ver que, mesmo que tenha caído dessa vez, existe um lado seu forte o bastante para superar tudo.

 

Mesmo que isso seja considerado um defeito aos olhos dos outros, isso é o seu ponto forte, o que te faz alguém especial.

 

Não precisamos, e até talvez não possamos, ser os melhores em tudo, afinal, que sabor teria a vitória se não houvesse a derrota para nos mostrar que podemos ir além. Mas quedas dever ser impulsos para novos vôos.

 

O passarinho só aprende a voar, se jogando em um abismo. Ele tem todo o carinho e apoio de sua mãe em sua mais tenra idade. Mas ninguém cresce sob proteção constante. E quando chega o momento, a mamãe pássaro leva seu filhote até a beira do ninho e o empurra.

 

Pode parecer cruel aos nossos olhos destreinados, mas é uma experiência marcante, afinal mesmo que de maneira abrupta, esse passarinho terá de aprender a alçar novos vôos. E ele  não será lançado a tal vôo, sem estar devidamente preparado. Mesmo que não saiba.

 

Conosco e a mesma coisa. Às vezes, fincam os dentro de nós um pensamento derrotista e simplesmente não abrimos nossas asas por acharmos mais cômodo nosso ninho.

 

Mas esse mesmo ninho reconfortante, fica pequeno, tedioso, inóspito com o passar do tempo. Não estamos aqui a passeio. Viemos aprender, nos aprimorar, evoluir e é  nos jogando na vida, enfrentando medos e angústias, ganhando e perdendo pequenas batalhas, que nos fazemos vitoriosos, não somente aos nossos olhos, mas aos olhos dos outros.

 

Por esse motivo... arrisque-se! Literalmente, dê a cara a tapa! Mas nunca se esqueça que somos seres pensantes e, assim como temos nossa impulsividade, temos inteligência para encontrarmos os melhores meios de encarar a vida!

Escrito por va_greywolf às 11h07
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24/05/2007


Revolução dos fracos - 2ª parte

Não desmereço os sentimentos avassaladores que nos acometem por vezes. Essas paixões desenfreadas, se bem empregadas, podem nos levar muito longe ou até onde queremos; mas nunca, devemos tirar os pés do chão, porque no momento em que fazemos isso, perdemos nossa estabilidade, perdemos aquilo que nos mantém vivos.

 

Paixão não combina com insanidade. Leva tempo para aprendermos. Precisamos cair inúmeras vezes, para enfim, entendermos porque caímos das primeiras vezes.

 

Não é bancando a fortaleza humana e nem mesmo sendo o coitadinho da história, que se vai crescer. Seja o que for que você tenha de enfrentar, enfrente de queixo erguido, procure o apoio daqueles que lhe são caros, mas não se escore em suas opiniões. Opiniões foram feitas para serem dadas e mostradas, mas só nós sabemos o que é realmente “aproveitável” em nossas vidas. Só nós temos o limiar para o que nos é suportável e aceitar cegamente o que outros dizem, só porque passaram por tal coisa ou porque estão vendo de fora, não é uma atitude de alguém que quer crescer.

 

Se você se acha tão frágil a ponto de não agüentar o sofrimento, é porque já está morto e não percebeu ainda. Estamos aqui para aprender. E aprendizado requer todas as etapas completas.

 

Um bebê, não nasce andando e falando. Em primeira instância ele apenas balbucia e é totalmente dependente da mãe. Mas não porque ainda não tem consciência, mas sim porque seu frágil corpo, não lhe permite sair do ventre da mãe cantando e dançando tango.

 

Primeiro ele precisa aprender com a dependência da mãe, para depois começar a dar seus primeiros passos, seus primeiros movimentos como ser humano independente que é.

 

Por que nós, adultos somos diferentes deles? Cada nova experiência é um novo nascimento. E como tal, precisamos passar pela fase de dependência, para só depois, nos mostrarmos prontos para enfrentar o mundo.

 

Dá medo esse desconhecido? Claro que dá, mas todos temos dentro de nós o poder para enfrentar qualquer coisa. Podemos até nos achar frágeis, mas será que em alguma circunstância específica, você não se mostra mais forte?

 

Gaste um tempo para olhar para si... não como os olhos piedosos e condescendentes, mas com olhos críticos. Gaste pelo menos cinco minutos do seu dia pensando no que você realmente consegue fazer bem. E, entenda, que se você teve forças para se superar e se sobressair em alguma coisa, é só encontrar o incentivo certo para que todos os aspectos de sua vida sejam como esse.

 

Não estou pedindo para que todos se matem para atingir um limite de perfeição que, na realidade, não existe. Simplesmente o que quero demonstrar com esse texto, é que todos temos a capacidade de enfrentar qualquer coisa dentro de nós mesmos; e não é bancando a vítima que a solução aparecerá diante de nós.

 

A vida não premia os fracos, mas também, esse não é o motivo para se sair encarando todos e tudo como se você estivesse em uma batalha. Aprenda a pensar por si, seguir conselhos somente se estes forem viáveis para você e principalmente, não se mostre uma fortaleza, porque isso só fará com que outras pessoas despejem sempre seus problemas em cima de você, aumentando suas preocupações e causando um efeito bola de neve, que mais dia ou menos dia, irá com toda a certeza, exaurir todas as suas forças.

 

Seja você, nem frágil e nem forte. Alguém capaz de ajudar, mas também, completamente disposto a aprender, seja com erros ou com acertos, e por que não? em certos momentos, se esqueça dos seus problemas e dos problemas dos outros. Tire um tempo para se divertir. Não adianta ficar lidando com problemas 24 horas por dia, porque isso só criará uma bomba relógio pronta para explodir à menor fagulha.

Escrito por va_greywolf às 20h39
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18/05/2007


Revolução dos fracos - 1ª parte

Por que, às vezes, é tão difícil enfrentar a vida a ponto de criarmos pontos de fuga que nos dêem a falsa sensação de segurança?

 

Porque, na maioria das vezes, nos colocamos na posição de carrascos ou vítimas de certos acontecimentos? Será tão dura a realidade? E se for, será que somos sempre dignos de tais extremos?

 

As pessoas, diante de dúvidas ou sofrimentos, reagem de formas diferentes. São capazes de anular aquilo que realmente são para poderem manter uma aparência que criaram a sua volta.

 

Será que temos de ser como Romeo e Julieta, fadados a se esconderem e ainda morrer pensando que nossos sonhos e nossos desejos nunca se realizarão?

 

Atitudes extremadas denotam, na maioria das vezes, falta de capacidade de enfrentar situações. É mais fácil fugir, fingir, fazer que aquilo não é como você. Assim, você pode voltar ao seu mundinho de faz-de-conta. Uma Neverland com regras próprias, pronta a lhe acariciar com palavras bondosas sempre que algo ruim chega perto.

 

Realmente, criar um mundo particular com suas próprias regras e com suas próprias defesas, pode ser um bom método de fuga. Mas será que isso resolve? Será que não estamos somente adiando o que nos é inevitável?

 

As vezes, criamos esteriótipos de força. Nos mostramos aquele tipo de pessoa que está sempre ali por perto, para podermos esquecer dos nossos próprios problemas e mergulhar nos problemas dos outros.

 

Talvez, essa seja a pior das fugas, pois os seus próprio problemas não vão lhe entender, pensando que você já tem problemas demais para pensar e não vai ter tempo para os seus próprios. A priori, isso pode causar euforia. Coisas do tipo: “Eu posso não resolver os meus problemas, mas sou bom mediador, consigo analisar e, de alguma maneira, solucionar o problema dos outros.”.

 

Mas pense bem... Será que está realmente resolvendo o problema dos outros? Será que, dando-lhes as respostas, não os está privando de descobrir o mundo fora da caverna? Retirando-lhes o sabor de conseguir, por suas próprias forças, descobrir meios de se salvar e ainda crescer?

 

Ninguém nunca disse que crescer era fácil, mas a maioria dos “entendidos”, sabe que o crescimento vem de dentro. Se você não está pronto para resolver os seus próprios problemas, como vai estar para resolver os problemas dos outros?

 

É muito legal ser o mais forte, o mais querido, o mais respeitado... Mas não é se anulando e sendo fraco longe dos outros e forte perto deles que você vai conseguir se sentir bem com algo.

 

Existem coisas que devem ser enfrentadas pelos seus próprios mantenedores. E só eles podem saber o quanto tal coisa pode lhes afetar.

 

Amigos, pelo menos os reais, devem realmente estar do nosso lado. Eles são os alicerces do que somos. É neles que encontramos coragem para suportar grandes provações. Pessoas leais, que não importa a circunstância estarão sempre do nosso lado. Mas, se a força já não estiver dentro de si, não importam as palavras e o conforto que se guarda dentro de si. É como semente lançada em meio a estrada, onde as aves vem e as comem, não deixando que elas se fortaleçam e cresçam.

 

É obvio que sentimentos fortes, tem o dom de nos desestruturar. Tendemos a idealizar o objeto amado e alguns perdem-se nesse devaneio e definham, perdendo o pouco de forças que ainda tem. Mas quem não se apaixonou pelo menos uma vez, de uma forma tão intensa que até o ar era pesado para se respirar?

 

A nossa atitude mediante tudo isso é o que nos torna diferentes. Fortes ou fracos em determinados assuntos. Amor, paixão e (por que não?) até o desejo, são as molas motrizes de nossa vida. Não importa se esse sentimento se direcione a um(a) namorado(a), amigo(a) ou até mesmo, nossos pais. Mas tudo o que é demais, vira vício, entorpece os sentidos e nos tira a capacidade de pensar.

 

P.S. Texto grande e continua na próxima... ;)

Escrito por va_greywolf às 18h35
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07/05/2007


Insegurança... Medo... Dependência

Tá... primeiro não aparecia, e agora eu despejo um monte de coisas... Tenham paciência, por favor... Por enquanto eu tenho muitas idéias para colocar aqui. ;)

 

 

Por que, às vezes, somos acometidos por um sentimento de tristeza que vem não se sabe de onde e que parece que sufoca a alma e ultrapassa o limite do emocional e atinge o físico?

 

Acho que  muitos já passaram por isso... Alguns, sabem lidar com isso melhor do que outros. Escondem os seus sentimentos e encaram o mundo de frente... Talvez esses sejam os afortunados. Outros, simplesmente se deixam afundar no sentimento e acabam por perder grandes coisas que a vida pode estar a oferecer.

 

Explicações para isso, todos tem algumas. Pode ser um sentimento de inadequação, de isolamento, ou do que quer que possa parecer, mas a verdade é que muitos de nós, tem medo de enfrentar o sofrimento. Mas ele chega, duro, cruel e aterrorizante.

 

Não importa o quão você tente fugir... Ele sempre vem. Faz parte da vida, não importa se você quer ou não a sua companhia.

 

Todos tem algumas táticas para enfrentar isso. Todos tem métodos que, a seus próprios olhos, vão minimizar tudo o que podem estar sentindo. Mas, será que isso tudo é válido? Será que não é melhor enfrentar esse sofrimento e senti-lo com a gradiosidade em que se apresenta?

 

Ok! Como boa libriana, eu sou inconstante... Amo ser amada e principalmente ser notada (sim! Este é um texto completamente auto-biográfico). E como tal, me sinto mal em ver que alguém pode não estar me dando tanta atenção quanto eu gostaria.

 

Mas agora eu pergunto... Será que todos tem o dever de nos poupar algum sofrimento? Será que todos tem de estar sempre ao nosso lado? Serem fortes para que possamos ter o apoio que não encontramos em nós mesmos?

 

O medo nos segura, nos resigna, nos faz inábeis para aquilo que já conseguimos fazer em outras circunstâncias. Você sabe lidar com isso? Muito bem, já deu o primeiro passo. Mas o que fazer, quando nem ao menos sabemos do que temos medo? O que fazer, se o que nos amedronta é exatamente o sentir medo e o colocar nossas expectativas em outrem?

 

Será que somos tão culpados assim? Será que essa outra ou outras pessoas não fazem essa dependência aparecer para se sentirem amadas, úteis?

 

Seja qual for o motivo ou a motivação, isso nunca é uma boa coisa. Primeiro, porque estamos aqui para aprender, e segundo, porque nos faz sofrer ainda mais quando essa pessoa em quem depositamos tanta confiança, não nos dá total atenção.

 

Fragilidade pode ser uma boa característica. Tristeza, pode nos dar um ótimo subterfúgio para tentar nos entender. Insegurança, nos faz ter de analisar ainda mais as coisas para que possamos ter certeza absoluta de alguma coisa que realmente desejamos fazer.

 

Tudo isso, se resume em um único argumento: Confia em ti! Enfrenta a vida como ela é! Sofrimentos aparecem para nos fazer fortes, mas, somente os fracos se deixam derrubar por eles. Somente aqueles que não tem um espírito preparado correm para os braços protetores de alguém todas as vezes que necessitam... Você está aqui, para crescer e não ser dependente.

 

Dê o seu grito de liberdade e viva! Não sem tristeza ou sofrimento, porque a vida se tornaria muito monótona. Mas tire as devidas lições de tudo isso e depois mande tudo isso embora. Ninguém cresce sofrendo 100% do seu tempo.

Escrito por va_greywolf às 18h59
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04/05/2007


Modelos pra que?? Seja o seu próprio modelo.

Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa... Muito mais do que demora... Mas sabe como é.. quando não se tem algo útil para falar, é melhor não falar nada... mas atendendo a pedidos, cá estou eu novamente, para encher o saco de muito mais gente... principalmente aquelas que tem paciência de ler as coisas que eu falo aqui... Bom... espero que esse seja um bom regresso... E que vocês tirem algo de útil daqui...

Às vezes, nos prendemos a esteriótipos com medo de enfrentar situações desconhecidas. Às vezes, talvez por medo do que pode nos acontecer, nos apegamos a ações realizadas por outros, por achar que, assim como deu certo com fulano, vai dar certo comigo também. 

Nesse ponto de vista, esquece-se que cada ser humano é único. Ninguém é dono da verdade absoluta e o que é bom para outro pode não o ser para você mesmo. 

É bom, é até aceitável você ouvir conselhos, opiniões diferentes sobre algo que lhe está atormentando. Mas o único responsável pelas conseqüências de atitudes tomadas é aquele que as realizou. Não importa se você fez aquilo seguindo conselho de fulano ou siclano. Como a própria palavra diz: Isso foi um conselho e não uma ordem. 

Olhando por outro lado, podemos dizer que, seguindo exclusivamente os conselhos dos outros, desistimos de viver, desistimos de pensar e nos tornamos meros robôs, seguindo ordens. 

Isso é cômodo?  Mas, quanto tempo você vai conseguir fugir da vida? Quanta felicidade você vai ter de perder até chegar ao ponto em que o seu lado racional será subjulgado pelo emocional e você se verá em uma corrente de emoções tão fortes que só vão lhe trazer confusão? Você pode dizer que está fugindo do sofrimento... Seguindo o que já foi vivido por outros para não cometer os mesmos erros ou para aprender com seus acertos. Mas, como já foi dito antes, temos inserido em nós mesmos o nosso mais rigoroso juiz. E esse juiz, vai nos cobra as atitudes que não tomamos um dia. Agora, se você tem medo de errar, se acha fraco demais para sofrer uma desilusão... sinto muito, mas você já está sofrendo, pela inanição, pela imaturidade, pela falta de novos objetivos. Deixou de viver, somente sobrevive passando pela vida como se fosse um nada. 

O que nos faz sentir vivos, são s desafios que aparecem em nossa vida e a maneira como os enfrentamos, não importando se vencemos ou não. 

Você tentou? Não conseguiu? Fracassou? Olhe bem, porque mesmo o maior fracasso nos traz uma lição importante. E assimilar isso com humildade e cabeça erguida pode ser um ganho muito maior do que ter conseguido alcançar nossos objetivos e uma lição muito mais útil do que qualquer outra que pudéssemos aprender por toda a nossa vida. 

Fracassos não devem ser encarados como falhas em nós mesmos, mas como degraus que se tornaram um pouco mais altos do que o esperado, fazendo com que o nosso esforço para supera-los, seja ainda mais valorizado e o aprendizado, ainda maior, não somente para quem olha para tudo isso de fora, mas para nós mesmos. 

Ninguém precisa ter medo de sofrer, nada na vida é perpétuo. Se você sofre hoje, amanhã pode estar exultando por uma conquista. Ninguém sabe o dia de amanhã e não há sofrimento que dure eternamente. Mas existem pessoas que acham que devem sofrer por não se acharem merecedoras de felicidade, talvez por não ter aprendido a lição devidamente ou talvez por terem se trancado no seu mundinho e, ao aceitarem mudanças, tem medo de enfrentar o processo natural de crescimento.  

Esteriótipos foram feitos para exemplo, para vermos como outros encararam a vida de maneiras particulares e venceram. Mas isso não significa que eles sejam infalíveis.Você pode e deve ouvir opiniões e conselhos diferentes! Mas só você mesmo, pode decidir o que é bom ou ruim para si, porque só você sabe o que já está preparado para enfrentar, e, só você sofrerá com as conseqüências de seus atos. Não adianta eu chegar em alguém em dizer “Acho melhor você fazer tal coisa por esses motivos”, se os meus motivos não forem coerentes, e principalmente, se, ao analisar a situação com o seu ponto de vista, você perceber que o meu conselho não se adequa ao seu estilo.  

Por mais que um conselho seja dado de coração e tenha a maior das boas intenções, ele não é regra para ninguém. 

Ninguém quer ser o fraco da história. Ninguém quer ser o coitadinho para sempre. Isso pode até ser cômodo no começo, gera proteção, amparo, mas depois, com o tempo, cria-se a vontade de superar, de vencer por seus próprios atos e por suas próprias decisões. E nesse instante, você vai ver que, por mais esteriótipos que existam até aquele momento... você não vai seguir a risca nenhum deles. Vai fazer modificações para que isso lhe seja viável, vai criar o seu próprio esteriótipo, algo aceitável para você, mas que terá a força para lhe ajudar a superar tudo o que tem de ser superado. 

Você sofrerá com as falhas, se angustiará com a espera, se alegrará com as conquistas... mas isso te fará um ser melhor, mais forte, mais capaz de, quem sabe então, ser um exemplo de superação para os outros que estão no mesmo caminho que você, mas não encontram forças para progredir, para avançar. 

Seja um exemplo seguindo exemplos, mas não deixe de ter sua própria essência!!

Escrito por va_greywolf às 22h31
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20/01/2007


Mais uma pincelada!

Ta... foi mal.. Larguei meus assíduos leitores na mão... (como se eu tivesse muitos leitores :P ). Mas agora eu to de volta. Espero que gostem, já sei que ficou meio repetitivo, mas as vezes é bom relembrar ou repassar algumas coisinhas. Sabe como é né. A cabeça da gente, não costuma pegar coisas desse tipo muito fácil e nós acabamos por persistir em velhos erros.

 

 

Quantas vezes nos vemos pensando se estamos fazendo a coisa certa? Quantas vezes, achamos que agimos mal ou até mesmo, traímos a confiança daqueles que amamos?

 

Nem sempre a vida é justa; e várias vezes, ela não é clara no que espera de nós. Cabe a nós mesmos arcarmos com as conseqüências de nossos atos.

 

Não obstante, é extremamente difícil abrir mão daquilo que nos habituamos a ter sempre por perto. Dói, machuca, nos faz sentir impotentes mediante uma coisa que parecia tão certa.

 

A melhor maneira de encarar isso, é levantar a cabeça e olhar para frente. Afinal, não somos deuses que podem controlar tudo a seu redor. Não conseguimos nem mesmo controlar nossas próprias vidas, quem dirá a nossa relação com o mundo.

 

Não, esta não é uma apologia a teoria “tranque-se em casa, porque nada está sob controle”. Simplesmente é uma constatação. A vida está ai, pronta para ser vivida. Seja você forte ou fraco, o mundo lhe dará suas oportunidades. Infelizmente, muitos de nós, fecham os olhos à essas possibilidades e culpam aos outros ou até mesmo ao mundo pelo que lhes acontece.

 

OD! É muito mais fácil, sentar e chorar o leite derramado. Mas será que essa atitude nos traz algo além de piedade? Será que somos tão medíocres assim a ponto de precisarmos dessa auto-comiseração toda só para atrair olhares?

 

É muito melhor admitir fraquezas, aceitar erros e pedir ajuda aqueles que nos são caros, e, porque não, a estranhos... Não importa de onde venha a luz. O que importa, é que ela ilumina onde chega.

 

E se você se mantém sempre em busca de piedade, a única coisa que você poderá ver, será a escuridão diante de si, porque estará sempre de olhos fechados para o lado bom da vida, sempre tentando se proteger, inclusive de sua própria felicidade.

 

Olhe para frente! Busque a luz! Se errou, acertará da próxima vez! Se caiu, levante-se. Nem sempre a vida é fácil, mas nós podemos fazê-la mais aceitávela cada dia!

Escrito por va_greywolf às 11h27
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25/11/2006


O poder de uma palavra certa...

Acho que estou em débito com vcs... Andei meio ocupada e agora que tive tempo de escrever alguma coisa, sinto muito por aqueles que esperaram... Se é que tem alguem que realmente lê isso aqui XD

 

 

Sabe aquela hora em que você tenta dizer a coisa certa e parece que não consegue e só piora a situação? É, as vezes, nós temos o dom de falar a coisa errada na hora errada. Mas, definitivamente, quem pode nos dizer qual é a hora certa e qual é o lugar certo? Estamos todos aqui para aprender. E a lógica do aprendizado é errar e aprender com os erros. Se não houvesse essa necessidade, já nasceríamos sabendo tudo o que precisamos...

 

Mas é óbvio que, assim como diz o ditado, palavra falada não se volta atrás. É impossível se voltar atrás em algo que se disse. Se você falou, a pessoa já ouviu, já se feriu, já tirou suas próprias conclusões sobre o que você falou...

 

Claro que você não deve ficar segurando tudo o que precisa dizer só para não enfrentar alguém, por mais que ame essa pessoa... A verdade liberta, faz nos fortes. Não importa se a palavra realmente é certa ou errada, se esta vem do seu coração. Ele sabe muito mais do que você a hora de dizer certas verdades ou até mentiras indolores. Siga os seus instintos e assuma o que faz e fala. Você verá que sua vida se tornará muito mais leve.

 

Não estou pedindo aqui para se atacar aleatoriamente a todos aqueles que cruzarem o seu caminho. Não. De jeito nenhum. Meu lema é e sempre foi, tentar amenizar tudo para, somente depois disso, analizar e me pronunciar. Nem sempre é muito fácil. As vezes, a raiva, o ódio e outros sentimentos, nos fazem termos vontade de soltar o que não queremos realmente soltar. Falar o que não é realmente para ser dito. Nessas horas, o coração faz o papel de advogado do diabo. Ponderando, amenizando, cultuando amizades, afinal, que motivos temos para atacarmos fortuitamente a todos se não conseguimos viver sozinhos de maneira alguma, por mais que tentemos?

 

Toda palavra dita, tem um poder incutido em si... Ela pode amenizar a dor, pode dar conforto, ou até mesmo ferir, sem ter sido dita exatamente para isso. Cabe a nós mesmos, decidirmos, mesmo que inconscientemente qual o efeito que queremos causar e depois disso, assumirmos os resultados disso tudo.

 

Somos todos responsáveis pelo que fazemos, falamos e pensamos. Portanto, não é porque você está somente pensando que não vai ser responsável porisso. Cuidado. Pensamentos são exatamente o primeiro passo para uma atitude. Seja ela qual for...

Escrito por va_greywolf às 09h11
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09/11/2006


Responsabilidade... Qual a hora certa de assumi-las???

A vida inteira somos levados a tomar decisões que podem implicar em várias conseqüências para nós mesmos.

 

As vezes, conseguimos “empurrar” para outrem todas ou pelo menos algumas das responsabilidades por este fato. Mas nem sempre é fácil ou até mesmo aceitável isso...

 

Existem fatos que ocorrem no decorrer de nossas vidas, que nos chamam às responsabilidades... que nos fazem crescer mesmo que não queiramos...

 

Eu sei! É assustador deixar a vida cômoda que levamos, onde geralmente tomam as decisões por nós, para começarmos a “pensar com nossas próprias cabeças”. Muitas vezes, dá uma enorme vontade de fugir, se esconder, negar fatos e decisões.... Se enclausurar dentro de nosso pequeno mundinho e não deixar que nada, nem ninguém se interponha entre nós e nossos medos.

 

Mas agora vem a pergunta básica: Qual é, realmente, a hora de assumirmos responsabilidades?

 

A verdade é que ninguém sabe exatamente qual é o momento certo. Mas a vida nos faz tomar a frente em diversos momentos. Obriga-nos a crescer mesmo que não queiramos.

 

Fugir pode ser uma alternativa, mas até quando, conseguiremos fugir disso? Até quando conseguiremos negar que estamos vivos e aceitar que isso faz parte de nosso crescimento, de nosso aprendizado?

 

Não! Eu não estou fazendo apologia a teoria “olhe para si mesmo e esqueça o resto”. Só digo que, amuam as responsabilidades quando acharem que estão preparados para tanto. Não adianta falar... “Eu assumo!” Se você não vai conseguir dar conta do recado.

 

Assuma aquilo que sabe que vai conseguir dar conta, ou que pelo menos, você acha que pode. Aceite com um desafio se acha que não pode. Faça acontecer! Mostre-se capaz!

 

Se der errado... paciência. Ninguém está aqui somente para acertos. Tenha a humildade de assumir seus erros quando estes aparecerem. Isso de certa maneira também é assumir responsabilidades.

 

Mas voltando ao tema principal... Faça o que o seu coração achar que é viável. Não siga a razão sempre, porque a vida não é racional e nosso coração sabe exatamente o que realmente podemos fazer. Ele nos conhece melhor que nós mesmos, e se ele diz que somos capazes... é porque realmente o somos.

 

Mas não se engane. As vezes a razão se faz passar pelo coração para ter o seu espaço. Saiba nessas horas ouvir realmente o que guarda na sua alma e tenha coragem de assumir desafios.

Escrito por va_greywolf às 22h14
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